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Temperatura de cor das lâmpadas define ambientes conforme suas funções

Temperatura de cor das lâmpadas define ambientes conforme suas funções

Sem luz não existe cor, mas há uma cor referenciada por graus Kelvin que merece ser observada com atenção, pois fala de perto com nossas emoções.

Somos seres calibrados pela luz do sol, como nossos ancestrais. Esses estímulos nos orientam, determinam ciclos e ritmos. Ao amanhecer, a luz do sol é mais avermelhada; à medida que as horas avançam e nossas atividades aumentam, a luz do sol vai passando pelos matizes do amarelo até ficar azulada, depois clara, branca e já no entardecer, quando estamos pensando em relaxamento, a luz do sol está voltando para tons mais alaranjados e avermelhados.

Falar em temperatura ou graus Kelvin, não é falar sobre temperatura física da lâmpada e sim tonalidade de cor que ela apresenta no ambiente. A luz de tonalidade mais quente nos torna mais aptos a relaxar e a mais fria nos torna mais ativos e prontos para a ação.

Para entender melhor o tema Kelvin, teremos que mergulhar na física. O nome vem em homenagem ao físico e engenheiro irlandês Lorde Kelvin, e a discussão iniciou-se por causa de quais seriam os limites máximos e mínimos de temperatura que um corpo pode atingir.

Temos aí a escala Kelvin, que se inicia no zero absoluto, ou -273° C – a escala Celsius ou centígrados é nossa velha conhecida e referência de temperatura ambiente e corporal. Imagine quanto frio não será em -273°C! O zero absoluto é a menor temperatura alcançada (nos melhores laboratórios) e ela é o início da contagem das unidades Kelvin.

A referência de temperatura da luz é baseada em um corpo não reflexivo que tem comportamento semelhante a uma resistência elétrica. Esse corpo emite radiação quando ligado a uma fonte de energia. No início ela não é visível – a faixa do infravermelho propaga calor e não luz visível, mas conforme a temperatura se eleva a radiação já é visível no espectro do vermelho, depois o laranja, amarelo, verde, azul e, finalmente, violeta para ir para o não visível ultravioleta. Essa emissão do “corpo negro”, comportando-se como resistência elétrica, vai do infravermelho, passando pela luz visível até o ultravioleta. Assim é criada a escala que classifica lâmpadas de temperatura de cor.

A luz do sol em dia de céu limpo tem aproximadamente 5.500°K, em dias nublados 7.000°K. Uma lâmpada incandescente de 100 w tem aproximadamente 2.800°K. A escala Kelvin é utilizada para luz natural ou artificial.

Veja como a questão de temperatura da luz é importante e pode fazer diferença no conforto do seu lar. Já que temperatura Kelvin não é mais mistério, saber que temperatura alta significa mais atividade e mais baixa significa aconchego, pode contar a seu favor na qualidade da iluminação da sua casa.


Escrito por Maitê Orsi

Maitê Orsi
Maitê Orsi é designer, lighting designer e consultora de Feng Shui na All Design.

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